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Confissões de Um Esquerdista Outrora Esperançoso, ou Como o ‘Desengajamento’ Revela a Verdadeira Natureza do Estado Árabe que se Pretende Estabelecer na Cisjordânia e em Gaza

por Jared Israel
[Publicado
em inglês em 22 de agosto de 2005]

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Fui outrora parte do que se pode chamar de Esquerda Esperançosa.

Esquerda Esperançosa é um termo associado à disputa árabe-israelense. Indica a crença na idéia de que os árabes que lutam contra Israel se lançaram numa guerra clássica por sua libertação nacional. Tudo o que desejariam é um Estado próprio a ser estabelecido nos territórios da Judéia e Samária – também conhecidos por Margem Ocidental ou Cisjordânia – e na Faixa de Gaza. Uma vez que a violência árabe é vista como resultante de uma suposta supressão das aspirações nacionais árabes por parte de Israel, a ‘esperança’ a que se refere o termo acima é a de que os extremistas ficariam isolados se Israel fizesse uma série de concessões aos árabes; os ‘moderados’ (termo até há pouco usado em referência a Yasser Arafat e hoje a Mahmoud Abbas, ou Abu Mazen, presidente da Autoridade Palestina) seriam empossados e reinaria assim a paz. Esta é a esperança da Esquerda Esperançosa.

De três anos para cá, vi-me obrigado a estudar melhor os fatos da disputa árabe-israelense, dada a tremenda investida dos meios de comunicação contra Israel. Hoje vejo que a Esquerda Esperançosa está perigosamente enganada. Há bastante evidência de que o chamado Movimento Palestino não seja um produto espontâneo da história de um povo palestino, mas sim uma invenção artificial dos Estados árabes, os quais contaram amiúde com o auxílio de grandes potências como a ex-União Soviética, os Estados Unidos da América, a Grã-Bretanha e outros.[1]

A evidência acima referida me fez mudar de idéia; um processo que exigiu humildade, pois descobri que estive bastante enganado desde os anos 1970. Parte dessa evidência está na origem da Organização para A Libertação da Palestina (OLP). Não há como negar que se os árabes hoje chamados de palestinos vêm lutando por sua libertação nacional, a OLP (hoje AP) têm sido o seu principal porta-voz.

Entre outras coisas que aprendi em minhas pesquisas, descobri que, segundo o Serviço de Informação do Egito, a OLP foi fundada em 1964 por 13 chefes-de-estado árabes num encontro de cúpula da Liga Árabe:

“Eles aprovaram várias decisões, inclusive a realização de cúpulas anuais, estabelecendo o supremo comando árabe unido e uma organização para representar o povo palestino.”

-- Retirado da história dos encontros de cúpula árabes segundo o Serviço de Informação do Estado Egípcio.[2]

Não é estranho que os ‘esquerdistas esperançosos’ ignorem o fato de que a OLP foi criada por alguns dos regimes mais retrógrados do planeta – regimes (como o da Arábia Saudita) que permitem o apedrejamento até a morte de mulheres envolvidas em relacionamentos extra-conjugais? [3] Tamanha cegueira é um tributo à capacidade humana de evitar fatos que contradigam crenças já estabelecidas.

De qualquer maneira, uma vez que os países árabes vêm, desde 1964, travando uma guerra de palavras e armas contra a existência de Israel, o fato de que a OLP foi fundada pela liderança árabe não conta demasiado em favor da legitimidade da OLP.

Considere o texto a seguir, retirado da Carta de Fundação da OLP, o qual descobri durante uma pesquisa na Internet há uns dois anos:

“Artigo 24: Esta organização não exerce nenhuma soberania territorial sobre a Margem Ocidental no Reino Hachemita da Jordânia, Faixa de Gaza ou na área do Himmah.”

-- A Carta de 1964 pode também ser lida em http://emperors-clothes.com/docs/plochart64.htm

Não é estranho que um movimento de libertação nacional que hoje diz concentrar-se na reivindicação de um Estado na Margem Ocidental e na Faixa de Gaza inclua no texto de sua carta de fundação que a soberania palestina não incluirá a Margem Ocidental e a Faixa de Gaza? Ora, se essas partes da Palestina histórica – como as descreve a OLP – não ficariam sob soberania da OLP, então que parte ficaria senão Israel?

Ao examinar-se a Carta atual da OLP, logo se verifica que o trecho acima citado está ausente. Por quê? Porque a Carta foi reescrita em 1968. O Artigo 24, acima citado, em que a OLP excluía a Margem Ocidental e a Faixa de Gaza da zona de soberania palestina, foi removido.[4]

O que houve entre 1964 e 1968 que mudou a Palestina histórica?

Houve que os países árabes perderam a guerra de 1967 contra Israel.

Em conseqüência desta guerra, o Egito e a Jordânia perderam o controle sobre a Faixa de Gaza e a Margem Ocidental respectivamente. Ou seja, esses territórios, antes controlados por regimes árabes definidos pela OLP como ‘não palestinos’, passaram a ser controlados por judeus, e só a partir daí passaram a ser considerados como ‘palestinos.’ Acaso isto não leva à conclusão de que o movimento de libertação nacional palestino é antes voltado para o ataque contra Israel que para uma libertação nacional, e que usa a retórica da libertação nacional para relações públicas, como meio de atrair a simpatia internacional?

Testemos então esta tese através do chamado “desengajamento” de Gaza e de quatro assentamentos na Samária (Margem Ocidental). Como pudemos assistir na TV, o “desengajamento” implicou na remoção forçada da população judaica destas áreas e na destruição de suas casas e locais de trabalho, ou seja, tudo que construíram ao longo de muitos anos. [Vale lembrar que a partir do início de setembro as forças armadas egípcias voltarão à Faixa de Gaza – uma evolução que a mídia ocidental praticamente não está abordando, mas que, a meu ver, é um desastre estratégico para Israel e para a causa da paz.][5]

Abordemos então o ‘desengajamento’ a partir da seguinte questão: estará a OLP voltada para a libertação nacional, ou contra os judeus?

Há árabes vivendo em Gaza. Até há pouco também judeus viviam lá. Os judeus de Gaza construíram cidades e vilas no que antes era considerado terra não cultivável – terra-‘lixo.’ Em 1967, quando Israel tomou Gaza do Egito, aqueles terrenos eram inabitados. Isto é fato conhecido.

Os líderes árabes dizem ao mundo que sua luta não é contra os judeus em si, mas sim contra um Israel supostamente expansionista. Tudo o que dizem querer é um Estado para os palestinos, ou seja, uma libertação nacional, nada contra os judeus.

Enquanto esquerdista esperançoso em recuperação, lembro-me de acreditar nisso. Comecei a convalescer de minha condição de esperançoso quando comecei a testar minha crença junto à realidade externa. Por exemplo, se as organizações árabes estavam de fato lutando por algo positivo – a auto-determinação – e não por algo negativo – contra os judeus – então qual seria sua atitude para com os judeus que viveram em Gaza por 38 anos?

A resposta é: eles os receberiam como indivíduos judeus em seu país. A Autoridade Palestina publicaria documentos oficiais garantindo a proteção aos direitos daqueles que, após a saída das forças israelenses, constituiriam uma minoria judaica. E também garantiriam que qualquer ataque à minoria judaica seria punido exemplarmente, demonstrando assim suas intenções diante da comunidade internacional. Tal atitude seria brilhante, pois criaria a impressão de que os líderes árabes se opõem ao racismo. E naturalmente reduziria a relutância judaica em entregar o controle de Gaza inteiramente aos árabes.

Ora, neste caso, por que os líderes árabes não adotaram essa atitude politicamente sagaz?

Há uma substancial minoria árabe em Israel, gozando de direitos normais de cidadania. Na verdade, os árabes de Israel gozam de mais direitos que os árabes de qualquer país árabe. Por exemplo, em que país árabe é permitido ao povo organizar-se e fazer campanhas políticas para a escolha dos dirigentes sem que temam repressão policial?

Os judeus israelenses que atacam fisicamente os muçulmanos israelenses estão sujeitos às mais extremas penalidades da lei. Em Israel considera-se crime de ódio, sujeito a penas de fato levadas a cabo, até mesmo a incitação a ataques físicos e ataques verbais considerados ofensivos aos muçulmanos.

Portanto, ainda que o movimento árabe palestino seja baseado no ódio anti-judaico, seria politicamente inteligente que os líderes árabes conclamassem os judeus de Gaza a permanecer, passando assim para o mundo a impressão de que o movimento árabe é tão humano quanto os judeus.

Mas qual é a realidade?

Nenhum líder árabe convidou os judeus a ficar; nenhum prometeu protegê-los de ataques. Ao contrário, até a implementação do ‘desengajamento’ todas as facções árabes palestinas atacaram o plano de expulsão dos judeus de Gaza, chamando-o de inadequado e insincero. Não só nenhuma facção árabe pediu aos residentes judeus que ficassem como nenhuma tampouco criticou as constantes tentativas de assassiná-los. Em alguns momentos os líderes da Autoridade Palestina aventaram que os ataques terroristas deviam ser temporariamente interrompidos para que não interferissem na expulsão dos judeus. Mas, afinal por que esperar que grupos terroristas levassem a sério tais sugestões se a própria mídia controlada pela Autoridade Palestina continuava a incitar árabes a matar judeus e elogiar quem o fizesse? [6]

Em junho e julho assistimos ao espetáculo absurdo dos EUA elogiando a Autoridade Palestina (e a própria AP auto-elogiando-se) por supostos esforços em conter ataques terroristas justamente quando tais ataques continuavam a todo vapor e recebiam integralmente o aval da mídia controlada pela... Autoridade Palestina.

Tratava-se de puro doubletalk. Eis o exemplo: no sábado, 18 de junho, a CNN reportava que Mahmoud Abbas, ou Abu Mazen, presidente da Autoridade Palestina, participou de uma coletiva com a secretária de estado americana Condoleezza Rice. Por vários meses, terroristas árabes vinham atirando e lançando foguetes em judeus de Gaza. Por exemplo:

“No sábado [ou seja, no dia da coletiva – JI] dois militantes palestinos abriram fogo contra tropas israelenses que guardavam um assentamento em Gaza, disseram oficiais israelenses e palestinos. Um militante foi morto e outro foi ferido quando os soldados abriram fogo, disseram oficiais palestinos.”

-- CNN, 18 de junho de 2005[7]

E após o fim da coletiva:

“Pouco depois da fala de Rice, ouviu-se uma explosão em Gaza. Militantes palestinos disseram que haviam lançado dois foguetes contra um assentamento no sul de Gaza.”

-- CNN, 19 de junho de 2005 [7]

Note que em um caso o ataque alvejava assentamentos, ou seja, as casas de civis judeus, enquanto no outro caso os árabes tentaram matar as tropas que protegiam tais civis judeus. Portanto, ambos os ataques davam o recado aos judeus de que sua presença em Gaza era uma ofensa punível com a morte.

Como reagiram a secretária Rice e Mahmoud Abbas?

A Sra. Rice contou aos repórteres ali presentes sobre seus encontros com oficiais árabes e falou da necessidade de uma “retirada pacífica,” sem em nenhum momento mencionar que foguetes estavam sendo lançados contra judeus e que terroristas árabes estavam atacando os soldados que protegiam tais judeus. Foi como se nada de errado se passasse.

Quanto a Abbas, seu discurso foi orwelliano:

“Conversamos com a Dra. Rice sobre a questão da calma em geral e do compromisso das facções palestinas com essa calma. Continuaremos a manter a calma para alcançar um resultado favorável, de maneira que todos estejam positivamente envolvidos nos próximos passos a serem dados após a retirada.” – Transcrição da coletiva de 18 de junho.[8]

Note que Abbas disse que “continuaria a manter a calma,” chamando assim a atenção da imprensa mundial para um comprometimento das facções palestinas com a calma.” Ou seja, guerra vira sinônimo de paz e o assassinato de judeus é sinônimo de calma.

O mundo então releva a situação, atribuindo tais ataques ao Hamas, grupo que supostamente representa a ala mais radical da política árabe. A idéia por trás desta atribuição é a de que supostos moderados – como Abbas – não arriscam oporem-se ao terror do Hamas por receio de se isolarem.

Ora, se este raciocínio bizarro correspondesse à realidade teríamos então uma situação em que a população árabe de Gaza seria tão doutrinada a odiar os judeus que, mesmo diante de uma retirada total de Israel e da expulsão de todos os residentes judeus, nenhum político árabe arriscaria dizer que matar os judeus é errado, quanto menos conceber que receberiam judeus como cidadãos de um futuro Estado árabe. E isto apesar do ganho político internacional que resultaria de tal pronunciamento mesmo que fosse mentira.[6]

Pois bem, se tivesse de fato sido o Hamas a atentar contra residentes judeus e as tropas que os protegiam, o argumento do tipo Abbas-nada-pode-fazer-porque-ficaria-isolado seria absurdo. Ocorre no entanto que não foi o Hamas o autor dos ataques:

“Dois grupos militantes palestinos, as Brigadas de Mártires de Al-Aqsa e a Jihad Islâmica, assumiram responsabilidade conjunta pelos ataques.”

E quem são as Brigadas de Mártires de Al-Aqsa? Um grupo terrorista controlado pelo Fatah, o qual por sua vez controla a OLP, cujo candidato nas eleições palestinas foi Mahmoud Abbas, chamado Abu Mazen pelos árabes, hoje presidente da Autoridade Palestina. Sim, o mesmo que participou daquela coletiva ao lado da secretária de estado americana Condoleezza Rice em 18 de junho.

Eis as fotos de Abbas entusiasticamente em campanha com os líderes das Brigadas de Mártires de Al-Aqsa do grupo Fatah:

http://www.balatacamp.net/website/pics/youngjournalists/abumazen
Caso este link não funcione, temos uma cópia de segurança da página em

http://www.tenc.net/abbas-aqsa.htm

Conforme mencionei acima, a rádio e TV da Autoridade Palestina, por esta controladas com mãos de ferro, continua incitando e louvando o assassinato de judeus.[6]

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Ó Libertação Nacional, Quantos Crimes São Cometidos em Vosso Nome

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O mundo foi condicionado a pensar que seja perfeitamente aceitável que o movimento de “libertação” nacional árabe apóie entusiasticamente a matança de judeus, e isso apesar de que seria um esperto golpe político se os árabes fingissem opor-se moralmente a tais matanças.

Com isso o conceito de libertação nacional, outrora louvável, foi transformado em seu oposto, ou seja, um aval para o ódio racial – justamente o que a libertação nacional devia combater.

Tomemos como exemplo a luta pela unificação da Itália no séc. XIX.

Antes da unificação os territórios italianos incluíam, e ainda incluem, substanciais minorias de francófonos e germanófonos, bem como judeus, albaneses, gregos, eslovenos e croatas. Os judeus do então Estado papal viviam confinados a guetos cujos portões eram trancados à noite de modo a impedi-los de misturarem-se com os demais, ou de escapar.

O movimento de libertação nacional italiano não só concedeu direitos plenos às minorias como destruiu os muros dos guetos, declarando os judeus como livres e iguais aos demais (para a fúria do Vaticano...).

Da mesma maneira, após a Primeira Guerra Mundial, quando os sérvios tomaram a dianteira na criação de um Estado unificado dos eslavos do sul (Iugoslávia), fizeram-no em conjunto com croatas e muçulmanos bósnios, relevando as atrocidades anti-sérvias cometidas por estes últimos quando foram soldados do Império Austro-húngaro.

Como último exemplo, examinemos o seguinte: em 28 de abril de 1948 o Conselho dos Trabalhadores (judeus) de Haifa publicou uma declaração conclamando os trabalhadores árabes a não seguir a instrução do Alto Comitê Árabe de Haj Amin al-Husseini que pedia que deixassem a cidade. Os trabalhadores judeus exortaram os árabes a ficar e construir Israel tanto para judeus como para muçulmanos. [O documento pode ser lido na íntegra em http://emperors-clothes.com/docs/haifa.htm]

Pois bem, é assim que funcionam os verdadeiros movimentos de libertação nacional. Os libertadores incluem seus irmãos potenciais na luta, ao invés de buscar assassiná-los.

Esta é a versão revisada de uma série de dois artigos publicados no Israel National News (Arutz Sheva) em

http://www.israelnationalnews.com/article.php3?id=5370
e
http://www.israelnn.com/article.php3?id=5373

[As notas de rodapé e sugestões de leituras seguem após nosso pedido de contribuições]

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Notas de Rodapé e Sugestões de Leituras

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[1] Hoje a grande maioria do público leitor ou espectador ignora o papel da Grã-Bretanha de incitadora, orientadora, encobridora e justificadora do terror árabe contra os judeus palestinos nos meses logo anteriores à invasão do então recém-nascido Estado de Israel por cinco exércitos árabes em maio de 1948. A revista de orientação esquerdista The Nation produziu um memorando para a ONU a partir de relatórios da inteligência britânica para documentar as ações da Inglaterra. Este memorando pode ser lido na Internet, seja em formato texto ou PDF, com comentários do editor do TENC, Jared Israel, em http://emperors-clothes.com/history/br.htm

[3] Os países árabes são criticados pela prática de apedrejamento até a morte de mulheres adúlteras num website muçulmano

http://www.free-minds.org/stoning.htm

Segundo o que entendi, este website argumenta que, de acordo com os escritos islâmicos, a punição correta para mulheres adúlteras não é o apedrejamento até a morte, mas ‘tão somente’ 100 chicotadas. Imagino que após tal punição elas não mais cometeriam adultério ou outros crimes.

[4] A Carta da OLP em sua versão revisada, a qual não mais exclui a soberania ‘palestina’ sobre a Margem Ocidental e a Faixa de Gaza, pode ser lida em

http://www.yale.edu/lawweb/avalon/mideast/plocov

[5] Sob pressão dos EUA, Israel concordou em retirar suas patrulhas do chamado Corredor Philadelphi, uma zona de segurança estabelecida para localizar e destruir túneis usados no contrabando de armas pesadas (inclusive foguetes) do Egito para Gaza. Essas armas foram usadas para atacar civis israelenses. Para uma ilustração gráfica da operação de contrabando de armas no Corredor Philadelphi, veja http://emperor.vwh.net/israel/tunnels.htm

Para uma descrição da operação de contrabando segundo as forças armadas de Israel (IDF), consulte http://www1.idf.il/SIP_STORAGE/DOVER/files/5/31365.pdf

Para uma página com links para dados coletados pelo IDF sobre o contrabando de armas e os métodos de combate a este, consulte http://tinyurl.com/7fcbt

Conforme o novo acordo, no lugar das patrulhas israelenses que combatiam o contrabando de armas e o terror oriundo de Gaza o Egito entrará em Gaza com 750 tropas, supostamente destinadas a desempenhar papel fundamental na segurança. Isto viola diretamente o “Anexo I: Protocolo Referente à Retirada Israelense e Acordos de Segurança, Artigo II,” do tratado de paz egípcio-israelense de 1979. Veja http://tinyurl.com/83wkd 

Fontes egípcias vinham dizendo, da boca para fora, que faziam o que podiam para evitar o contrabando de armas e ataques a Israel. Mas, até mesmo em pronunciamentos e artigos que parecem algo comprometidos com a verdade, os egípcios deixam claro que farão apenas o mínimo no combate ao terror. À guisa de exemplo, um artigo publicado no Egito sobre o retorno egípcio a Gaza refere-se à manutenção da segurança e ao combate ao fundamentalismo islâmico, mas o texto termina com a seguinte citação de Diaa Rashwan (descrito como um especialista em segurança egípcio):

[Comentário de Rashwan começa aqui]

“O Egito não pode esquecer que depois de Gaza vem a Margem Ocidental... Gaza e a Margem Ocidental estão interligadas. Seu futuro é comum,” disse Rashwan, acrescentando que “o Egito jamais desempenhará o papel de divisor que Israel gostaria que o Egito fizesse.”

“Todos nos aceitam em Gaza, inclusive os radicais islâmicos, pois nossa mensagem é clara: a política é mais importante que a segurança,” disse ele.

Egypt will deploy 750 soldiers along its border with Gaza;By Alain Navarro - CAIRO; Middle East online; 2005-08-09;
http://www.middle-east-online.com/english/?id=14230

[Comentário de Rashwan termina aqui]

[6] O incitamento ao assassinato de judeus é rotineiro tanto na TV como na rádio da Autoridade Palestina. Por exemplo, a TV da AP apresenta sermões semanais em que se prega o ódio e o assassinato de judeus. Segundo o MEMRI, que monitora a mídia árabe, “todo khatib (pregador) é um funcionário pago pela Autoridade Palestina. Os sermões são transmitidos ao vivo toda sexta-feira ao meio-dia a partir de mesquitas sob o controle da AP e são televisionados pela TV da AP.” O chamado Roadmap supostamente exige que a AP suprima o terror e o incitamento ao terror, mas esses sermões do ódio continuam sendo transmitidos. Para ler um dos sermões recentes, clique em http://tinyurl.com/76qv2
Nesta página há um link para um video streaming do sermão. 

A mídia controlada pela AP também continua a elogiar terroristas árabes que assassinam civis judeus como os avós judeus que foram alvejados após uma visita a parentes em Gaza em 24 de julho. Logo abaixo reproduzi um trecho de reportagem do New York Times (NYT) assinada por Steven Erlanger sobre os assassinatos de 24 de julho. A reportagem é um bastante incomum, pois descreve a reação da mídia comandada pela AP. Note que Erlanger diz que o NYT monitora a rádio palestina. Portanto, o fato de que o NYT em geral não publica a maneira como a mídia da AP cobre o terror anti-judaico sugere que o jornalão tem por prática habitual ocultar de seu público leitor os conteúdos transmitidos pela rádio palestina. 

Segundo a reportagem de Erlanger, três grupos terroristas assumiram responsabilidade sobre o ataque. Aparentemente, dada a disputa pública pela autoria do ataque, realizar tais ataques é até um símbolo de status: 

[Trecho de reportagem do NYT começa aqui]

 [...]

 “Os grupos são a Jihad Islâmica, o Comitê de Resistência Popular e as Brigadas de Mártires Al-Aksa, esta última afiliada à facção Fatah do Sr. Abbas.

 Organizações de notícias oficiais palestinas, inclusive a rádio Voz da Palestina e a televisão estatal palestina, descreveram os assassinatos como atos de resistência e martírio, referindo-se ao casal israelense morto como colonos, o que eles não eram. O noticiário da rádio palestina, monitorado pelo New York Times, descreveu o ocorrido como “dois cidadãos martirizados num conflito armado próximo ao trevo de Kissufim” e descreveu os israelenses mortos ou feridos como colonos.

[...] 

-- Palestinians Kill 2 Israeli Civilians on Road From Gaza, The New York Times, July 25, 2005 Monday, Late Edition - Final, Section A; Column 1; Foreign Desk; Pg. 3, 758 words, By STEVEN ERLANGER, JERUSALEM, July 24 

[Trecho de reportagem do NYT termina aqui]

[7] Rice on Israel troop withdrawal: “‘There is no more time’”, CNN.com, June 18, 2005 Saturday, 2:33 AM EST, WORLD, 748 words, RAMALLAH, West Bank

[8] “Palestinian leader affirms commitment to Gaza coordination, Rice urges progress”, BBC Monitoring Middle East - Political Supplied by BBC Worldwide Monitoring, June 19, 2005, Sunday, 2949 words

 


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